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ACEITAÇÃO, GRATIDÃO, COMPAIXÃO e GENEROSIDADE e a falta que eles fazem….

mudança de comportamento
Escrito por Daniela Faertes

Por motivos socioculturais e históricos, esses conceitos sempre foram implementados socialmente através da religião, junto aos respectivos valores inseridos nelas. Com o afastamento da religião do nosso dia-a-dia, acabamos nos afastando de alguns conceitos que não são de ordem religiosa, mas sim, humana. E que podem nos ajudar muito! Além de estarem nitidamente fazendo falta em nosso cotidiano…Sempre que ouvimos tais palavras automaticamente nos remetemos a algo mais religioso ou espiritualizado. E não é.

Nas psicoterapias, hoje, estes conceitos tem sido inseridos cada vez mais, tendo em vista o quanto eles são eficientes no que diz respeito à bem estar, manejo de stress e mudança de comportamento. Exemplos de como estão sendo reinseridos ao redor do mundo sem quaisquer conexões com religião, não faltam.

Gratidão e generosidade estão no escopo, da disputada disciplina “Designing your life” baseada no conceito de design thinking, da Universidade de Stanford e que pela grande repercussão positiva já é dada em diversas outras universidades dos EUA.

Aceitação e compaixão estão no título de diversos artigos científicos, dentro da terapia cognitiva (modelo de psicoterapia baseado em evidências e considerado eficaz para diversos transtornos). Cada um deles merece um espaço próprio sobre o que significa e como podem ser usados.

Aos ateístas, agnósticos, religiosos e aos que se dizem espiritualizados, proponho uma reflexão sobre o seu afastamento pessoal dessas palavras e das atitudes que caminham junto à elas. Não é necessário um “despertar espiritual”, para que você volte a se reconectar com tais conceitos. Se vier a usá-los, que seja apenas individualmente, tenho certeza que vai ser reforçado a continuar pelos benefícios que vai ter; se conseguir expandir nas suas relações com os outros e com o mundo melhor ainda.

Fica a dica.

Sobre a autora

Daniela Faertes

Daniela Faertes é psicóloga, especialista em terapia cognitiva e mudança de comportamentos prejudiciais. Formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) se especializou em renomados institutos nos Estados Unidos da América.

Especializou-se também pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), IPUB – UFRJ e Instituto Albert Einstein em temas específicos. Atuou no Serviço de Psiquiatria da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e, como supervisora, coordenou o núcleo de tabagismo e criou o setor de amor patológico. Atualmente, é uma das pioneiras em trazer para o Brasil os novos modelos e técnicas de Psicoterapia Cognitiva (Dialectical behavioral Therapy, ACT, Mindfullness).

É membro da American Cognitive Therapy Association e professora convidada da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro da graduação e pós-graduação e clinica nas áreas de mudança comportamental, bem-estar, transtornos psiquiátricos, dependência química e outras compulsões.

Além disso, possui ainda trabalho voltado para as áreas do comportamento social (relacionamentos disfuncionais, orientações para pais, novas famílias, dinâmicas empresariais e coaching).

Atuou como psicóloga do projeto Humaniza SUS, do Ministério da Saúde, com foco em mudança de comportamento institucional e qualidade de vida. Conferencista de congressos nacionais e internacionais.

Hoje, é Diretora do Espaço Ciclo no Rio Janeiro, palestrante e supervisora clínica e de Grupos de Estudo em Terapia Cognitivo. Busca manter-se em constante reciclagem, sendo audiência ativa no New York Academy of Medicine, Albert Ellis Institute e Addiction Institute, Beck Institute (PA).

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